SP vai liberar uso de máscaras ao ar livre em 11 de dezembro

Em espaços fechados e transporte público o uso permanece obrigatório. Medida foi atribuída ao aumento da cobertura vacinal no estado

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    O uso de máscaras em espaços abertos vai deixar de ser obrigatório no estado de São Paulo a partir de 11 de dezembro. O anúncio foi feito pelo governador João Doria (PSDB) nesta quarta-feira (24) durante coletiva de imprensa no Palácio dos Bandeirantes.

    O uso permanecerá obrigatório em espaços fechados e no transporte público, incluindo ônibus, metrôs, trens e áreas das estações. O governo já havia anunciado no início do mês que previa a flexibilização do uso em dezembro, desde que alguns indicadores fossem atingidos, como, por exemplo, ter 75% da população paulista completamente imunizada contra a covid-19. O número atual de pessoas imunizadas em São Paulo é de 74,5%. Segundo Doria, a estimativa é que o estado finalize o mês de novembro com 80% da população completamente vacinada.

    Outros locais no Brasil já desabrigaram o uso de máscaras em locais abertos, entre eles a cidade do Rio de Janeiro e o Distrito Federal. Especialistas em saúde têm defendido cautela sobre o tema. A maior parte reconhece que o risco de contágio em locais abertos e ventilados é menor, mas afirma que é necessário ressaltar a importância de usar máscaras em locais fechados, considerando o momento da pandemia no Brasil — as taxas de vacinação ainda não são consideradas suficientes para abolir totalmente as máscaras.

    As máscaras são comprovadamente eficazes em reduzir o contágio pelo novo coronavírus, como mostram pesquisas sobre o tema. No início de setembro de 2021, um estudo conduzido por pesquisadores das universidades de Yale e Stanford com mais de 340 mil pessoas, em 600 vilas rurais de Bangladesh, mostrou que no grupo que recebeu incentivos para usar máscaras (178 mil pessoas), a adesão ao item aumentou em 30%, o que causou uma redução de cerca de 12% nos casos sintomáticos da doença.

    Em espaços abertos e sem aglomeração, porém, elas não são tão necessárias, pois os aerossóis se dispersam facilmente com o vento. Uma revisão de estudos sobre a transmissão do vírus publicada em novembro de 2020, na revista da Sociedade Americana de Doenças Infecciosas, concluiu que o risco de contágio é 19 vezes maior em ambientes fechados do que abertos.

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