Ricardo Barros vira réu sob acusação de propina no Paraná

Denúncia do Ministério Público estadual acusa líder do governo na Câmara de influenciar compra de empresas de energia eólica quando era secretário de Indústria, Comércio e Assuntos do Mercosul

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    A Justiça Eleitoral do Paraná aceitou denúncia feita pelo Ministério Público do estado contra o deputado federal Ricardo Barros (PP-PR), líder do governo na Câmara. Com a decisão, Barros e outras quatro pessoas se tornaram réus pela sob acusação de um esquema de corrupção, lavagem de dinheiro associado a caixa dois.

    Segundo o Ministério Público do Paraná, o esquema teve início em 2011, quando Barros era secretário de Indústria, Comércio e Assuntos do Mercosul do Paraná. De acordo com a denúncia, ele teria recebido R$ 5 milhões ao longo de dois anos para facilitar a compra de duas empresas de energia eólica pela Copel (Companhia Paranaense de Energia). O pagamento teria ocorrido em espécie e via doações eleitorais ao PP.

    Essas duas companhias pertenciam à Galvão Engenharia, empresa que teria feito os pagamentos de propina para o agora deputado federal. Barros nega as acusações, e disse em nota que “a denúncia não se sustenta”. Além de Barros, foram denunciados também Jean Alberto Luscher Castro e Eduardo Queiroz Galvão, executivos da Galvão Engenharia; e os empresários Delmo Sérgio Vilhena e Élio Alves Pereira.

    Na terça-feira (23), o Conselho de Ética da Câmara dos Deputados arquivou o procedimento disciplinar contra o líder do governo na Casa. O processo apurava suspeitas de irregularidades na atuação do deputado na compra da vacina indiana Covaxin pelo governo federal.

    Na CPI da Covid, Barros foi citado pelo deputado Luis Miranda (DEM-DF) por envolvimento com possíveis irregularidades na compra da Covaxin. Ele foi indiciado pela comissão sob suspeita de incitação ao crime, advocacia administrativa, formação de organização criminosa e improbidade administrativa.

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