Naufrágio de bote de imigrantes no Canal da Mancha deixa 31 mortos

Autoridades classificaram o incidente como o maior naufrágio de uma embarcação improvisada na passagem que separa a França e o Reino Unido

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    Ao menos 31 pessoas morreram após uma embarcação improvisada que tentava atravessar o Canal da Mancha da França para o Reino Unido naufragar. O ministro do Interior da França, Gerald Darmanin, confirmou nesta quarta-feira, (24) as mortes, que incluem cinco mulheres e uma criança, e informou que duas pessoas foram resgatadas com vida, mas que estão em estado grave.

    No início desta quarta-feira (24), repórteres da agência de notícias Reuters acompanharam um grupo de cerca de 40 pessoas indo da costa francesa em direção ao Reino Unido em uma balsa. Apesar de uma patrulha da polícia ter sido avistada de longe, o grupo conseguiu desembarcar. Horas depois, um pescador chamou a operação de resgate ao avistar um bote vazio e 15 pessoas flutuando, “inconscientes ou mortas”.

    O primeiro-ministro Boris Johnson se disse chocado com as mortes após presidir uma reunião de emergência sobre as travessias irregulares. O primeiro-ministro francês, Jean Castex, chamou o naufrágio de tragédia. A IOM (Organização Internacional para as Migrações), agência de migração das Nações Unidas, classificou o incidente como o maior naufrágio de imigrantes no Canal da Mancha desde o início da coleta de dados, em 2014.

    O Canal da Mancha é uma das rotas de navegação mais movimentadas do mundo e as suas correntes são consideradas fortes e perigosas. Embora a polícia francesa esteja atualmente impedindo mais travessias do que em anos anteriores, as ações interromperam apenas parcialmente o fluxo de pessoas que querem chegar ao Reino Unido.

    Recentemente o governo britânico investiu cerca de R$ 405 milhões para que o governo francês aumentasse a fiscalização de embarcações no seu lado do Canal da Mancha. No entanto, ativistas comentam que as restrições não diminuem a imigração irregular. Em vez disso, colocam as pessoas em situações perigosas que podem levar à morte, como ocorreu no desastre desta quarta-feira (24).

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