Tenista chinesa diz estar segura em conversa com presidente do COI

Peng Shuai estava desaparecida desde o início de novembro após acusar político do alto escalão chinês de abuso sexual. Ela falou por vídeochamada com Thomas Bach depois que o caso mobilizou a comunidade esportiva internacional

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    A tenista chinesa Peng Shuai afirmou que está segura e passa bem durante uma videochamada com o presidente do COI (Comitê Olímpico Internacional), Thomas Bach, neste domingo (21). A atleta estava desaparecida desde o início de novembro, quando acusou o ex-vice-primeiro-ministro de China, Zhang Gaoli, de abuso sexual.

    Em comunicado, o COI informou que Shuai disse estar vivendo em sua casa em Pequim e que gostaria de ter sua privacidade respeitada. Segundo o órgão, Shuai também afirmou que continuará envolvida com o tênis. A chinesa é ex-número 1 do mundo no ranking de duplas e uma das maiores esportistas do país asiático.

    No sábado (20), Hu Xijin, editor-chefe do Global Times, jornal alinhado ao Partido Comunista Chinês, havia publicado no Twitter três vídeos que supostamente provariam que a tenista estava viva. Não havia, no entanto, referências a datas que comprovassem quando as imagens foram feitas o que gerou desconfiança da comunidade internacional.

    Peng não era vista em público desde que afirmou em seu perfil na rede social Weibo, equivalente chinesa do Twitter, que Gaoli a coagiu a fazer sexo e depois os dois tiveram um relacionamento consensual ocasional. A postagem foi apagada cerca de meia hora depois de publicada.

    O episódio, que gerou mobilizações da comunidade do tênis, engrossou o coro das associações internacionais defensoras dos direitos humanos que defendem a responsabilização da China por abusos cometidos em seu território. Há pouco mais de dois meses do início das Olímpiadas de Inverno de Pequim crescem os rumores de possíveis boicotes à competição. O presidente americano, Joe Biden, afirmou na quinta-feira (19) que os EUA consideram um “boicote diplomático” aos jogos.

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