Brasil abre 313,9 mil empregos formais em setembro, mas ritmo cai

Apesar de saldo positivo em todos os setores, números mostram desaceleração de contratações em relação a agosto e ao mesmo período em 2020. Salário médio de admissão também é o menor em 12 meses

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    O Brasil abriu 313.902 vagas formais de emprego em setembro de 2021, segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) divulgados nesta terça-feira (26) pelo Ministério do Trabalho e da Previdência.

    O saldo positivo foi resultado de 1,7 milhão de contratações e 1,4 milhão de desligamentos no mês, puxado pelo desempenho do setor de serviços, que abriu 143,4 vagas em setembro. Indústria, comércio, construção e agropecuária também tiveram saldo favorável.

    Apesar do resultado, a abertura de vagas formais no mês mostra uma desaceleração do desempenho do mercado de trabalho tanto em relação a agosto de 2021 (que teve 368 mil novos empregos) quanto ao mesmo período do ano anterior — em setembro de 2020, foram 319 mil vagas criadas.

    Ao longo de 2021, o Brasil acumula 2,5 milhões de vagas criadas de acordo com o Caged. Em janeiro de 2021 foram criados 261,2 mil novos empregos e em fevereiro, 397,6 mil. Em março, os números passaram a cair com a alta da covid-19 no país. De junho em diante, voltaram a acelerar, chegando a 368 mil novos contratos em agosto, e agora caíram ligeiramente.

    2,5 milhões

    é o saldo de novos empregos formais no acumulado de janeiro a setembro de 2021, segundo o Caged

    Apesar do aumento de empregos, o salário médio real de admissão no país no mercado formal foi de R$ 1.795. É o menor valor dos últimos 12 meses, segundo o portal Poder360. Descontada a inflação, o valor representa uma queda de 5,3% em relação a setembro de 2020, quando o salário médio real era de R$ 1.895.

    Especialistas não indicam comparar os dados atuais do Caged com os de anos anteriores à pandemia. O cadastro mudou de metodologia em janeiro 2020, o que inviabiliza comparações da série histórica. O registro de trabalhadores temporários, que era opcional, passou a ser obrigatório.

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