STJ afasta governador de Tocantins por seis meses

Mauro Carlesse é investigado em suposto esquema de pagamento de propina. Corte Especial do tribunal confirmou decisão cautelar

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    O STJ (Superior Tribunal de Justiça) determinou nesta quarta-feira (20) o afastamento do governador de Tocantins, Mauro Carlesse (PSL), por seis meses. Ele é alvo de um inquérito que apura pagamento de propina e obstrução de investigações.

    A determinação do afastamento, emitida pela manhã em decisão cautelar do ministro Mauro Luiz Campbell, foi confirmada à tarde pela Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça. Carlesse não se manifestou sobre o assunto.

    O inquérito apura pagamento de propina na contratação de planos de saúde para servidores estaduais e o desvio de dinheiro público ao patrimônio dos investigados. O montante, segundo a TV Anhanguera, filiada da Globo em Tocantins, chegaria a R$ 44 milhões. Além de Carlesse, são investigados também Cristiano Sampaio, secretário de Segurança Pública, e outros servidores. Eles também não se manifestaram até a manhã desta quarta (20).

    Segundo a Polícia Federal, a operação — batizada de Éris — reuniu “um vasto conjunto de elementos que demonstram um complexo aparelhamento da estrutura estatal voltado a permitir a continuidade de diversos esquemas criminosos comandados pelos principais investigados”. A PF também disse que a Secretaria de Segurança Pública estadual também obstruiu investigações, vazando informações para alvos de operações.

    A Polícia Federal, no entanto, não informou qual seria a irregularidade cometida pelo governador. Com o afastamento de Carlesse, o governo de Tocantins fica nas mãos de seu vice, Wanderlei Barbosa (sem partido).

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