Preço médio do gás de cozinha no país ultrapassa R$ 100

Botijão pode chegar a R$ 135 em alguns estados. Alta reflete reajuste de 7,2% anunciado pela Petrobras em 8 de outubro

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    O preço médio do gás de cozinha, ou GLP (Gás Liquefeito de Petróleo), ultrapassou pela primeira vez os R$ 100 no Brasil, segundo levantamento da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) para a semana de 10 a 16 de outubro. O valor médio do botijão de 13 kg ficou em R$ 100,44. O valor máximo apontado pela ANP é de R$ 135, registrado em Mato Grosso, Rondônia e Rio Grande do Sul.

    A alta no preço do botijão foi causada pelo reajuste de 7,2% nos valores do gás e da gasolina anunciado pela Petrobras em 8 de outubro, após 58 dias sem aumentos. Uma semana antes, em 28 de setembro, a petrolífera havia elevado o preço do diesel em 8,89%.

    Preço médio do gás por região

    • Norte: R$ 106,10
    • Centro-Oeste: R$ 105,40
    • Sul: R$ 103,67
    • Sudeste: R$ 98,86
    • Nordeste: R$ 98,34

    O reajuste puxou para cima também o preço médio da gasolina, que subiu 3,3% de R$ 6,117 para R$ 6,321 — de uma semana para a outra. Os seguidos aumentos ao longo de 2021 refletem a política de preços da Petrobras, que segue os patamares internacionais do preço do petróleo. A regra foi adotada em 2016, no governo Michel Temer, e mantida durante o governo de Jair Bolsonaro.

    O presidente vem culpando o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), imposto estadual, pela escalada dos preços da gasolina, do etanol e do diesel — mas economistas avaliam que isso não é correto, uma vez que as alíquotas do tributo não mudaram.

    Numa tentativa de conter os aumentos ao consumidor final, a Câmara dos Deputados aprovou em 13 de outubro um projeto de lei que altera as regras para recolhimento do ICMS de combustíveis. As mudanças propostas no texto, que agora espera aprovação do Senado, devem ajudar a aliviar os preços em 2022, ano de eleição presidencial, mas o efeito não deve ser permanente.

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