Servidores de SP entram em greve por aposentadoria

Sindicatos protestam contra aumento da idade mínima e outros pontos previstos na reforma da previdência em debate na Câmara Municipal

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    Funcionários da educação e outras categorias do serviço público da cidade de São Paulo entraram em greve nesta sexta-feira (15) para protestar contra a reforma do sistema de aposentadorias públicas no município.

    Sindicatos marcaram uma manifestação para terça-feira (19) às 14h, na frente da Câmara Municipal, no centro paulistano. A ideia é pressionar os vereadores para que eles vetem o PLO (Projeto de Emenda à Lei Orgânica) nº 07/2021, apelidado de Sampaprev 2, que foi proposto em regime de urgência pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB).

    O PLO foi aprovado na quinta-feira (14) em primeiro turno, com 37 votos favoráveis e 16 contrários. Na terça-feira (19), a matéria vai a nova votação e, se passar mais uma vez, segue então para sanção do prefeito.

    O Sampaprev 2 fará com que o RPPS (Regime Próprio de Previdência Social dos Servidores Públicos), municipal, se assemelhe às regras do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), de abrangência nacional.

    Com a reforma, o prefeito diz esperar reduzir o deficit da previdência municipal de R$ 171 bilhões para R$ 60 bilhões dentro de 75 anos. Para isso, terá de ser mudada a idade mínima de aposentadoria (de 60 para 65 no caso dos homens e de 55 para 62 no caso das mulheres, com ressalvas no caso de professores) e tributar em 14% os 63.730 inativos que recebem mais que um salário mínimo por mês (R$ 1.100 em 2021).

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