Pobreza em 2021 será bem maior do que a prevista antes, diz FMI

Fundo Monetário Internacional aponta acréscimo de até 75 milhões de pobres no mundo em relação ao que era esperado antes da pandemia

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    O FMI (Fundo Monetário Internacional) divulgou nesta nesta quarta-feira (13) um relatório sobre as finanças públicas globais no qual indica que, apesar da estimativa de que a pobreza no mundo diminua em 2021 em comparação a 2020, o número de pobres até o fim do ano será bem maior do que no cenário previsto antes da pandemia de covid-19.

    65 a 75 milhões

    é a quantidade a mais de pessoas que cairão na pobreza até o fim de 2021 em relação ao previsto antes da pandemia, segundo o FMI

    O relatório Monitor Fiscal afirma também que as perspectivas de crescimento econômico nos países mais pobres devem ficar abaixo das previsões pré-pandemia durante anos. Entre as causas desse cenário estão lacunas nas taxas de vacinação, mudanças climáticas, baixo crescimento da renda e de capacidade de endividamento.

    Em entrevista à agência de notícias Reuters, Vitor Gaspar, chefe de política fiscal do FMI, disse que os indicadores de baixo crescimento econômico, apesar de afetarem especialmente países mais pobres, “são problemas globais que exigem ação global”. O relatório também indica que os níveis da dívida global subiram para um recorde de US$ 226 trilhões em 2020, salto de US$ 27 trilhões em um ano.

    Para o Brasil, o FMI projeta que a dívida pública bruta deve passar de 98,9% do PIB (Produto Interno Bruto) em 2020 para 90,6% em 2021. O órgão ressaltou, no entanto, que pela métrica adotada no país a dívida bruta alcançou 88,8% no fim de 2020. FMI e o governo brasileiro usam critérios diferentes no cálculo desse indicador. A principal diferença é que o fundo inclui na conta os títulos emitidos pelo Tesouro Nacional adquiridos pelo Banco Central.

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