Operador do sistema elétrico descarta racionamento em 2021

ONS fala em cenário mais otimista, mas diz que medidas como acionamento de usinas termelétricas e programa de incentivo à economia de energia na indústria devem ser mantidas

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    Não há risco de racionamento de energia elétrica no Brasil em 2021, segundo o ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico). A afirmação foi feita em nota publicada na segunda-feira (11) e reforçada nesta quarta-feira (13) por Luiz Carlos Ciocchi, diretor-geral do órgão, do qual participam agentes públicos e privados do setor elétrico.

    De acordo com o ONS, há dois principais motivos pelos quais o racionamento — política de redução compulsória do consumo de energia — não será necessária em 2021. O primeiro é o fato de que o período de chuvas, que normalmente vai de outubro a abril, começou dentro do prazo. “O aumento do volume de chuvas em algumas regiões do país, com destaque para o Sul, já refletiu positivamente nos reservatórios [das usinas hidrelétricas]”, disse o órgão.

    Além disso, o ONS também atribui a melhora no cenário hídrico às medidas tomadas pelo poder público, em especial ao programa de Resposta Voluntária da Demanda, criado como incentivo para economia de energia elétrica em indústrias.

    Apesar do maior otimismo, o órgão afirma que, “embora o cenário esteja melhor, sem risco de racionamento e com disponibilidade energética para o atendimento de potência, a situação hidroenergética ainda é sensível à eventual frustração dos recursos considerados nesta avaliação”.

    O Operador Nacional do Sistema Elétrico indica que, por isso, medidas excepcionais que vem sendo gradualmente adotadas serão mantidas. Ou seja, a crise no setor persiste e políticas como o acionamento de usinas termelétricas – mais caras e poluentes – para atender à demanda por energia no país continuarão sendo necessárias, mesmo no período de chuvas.

    O racionamento de energia elétrica foi adotado na crise hídrica de 2001, quando consumidores precisaram reduzir o consumo em 20%. Quem não cumprisse essa determinação estaria sujeito ao pagamento de multa e até cortes de energia, em caso de reincidência.

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