Mais uma ex-funcionária quer depor contra o Facebook nos EUA

Sophie Zhang, demitida em 2020, diz ter enviado documentos sobre possíveis infrações da empresa para autoridades

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    A cientista de dados Sophie Zhang, que trabalhou no Facebook, pode se tornar a segunda ex-funcionária da empresa a depor no Congresso dos EUA em meio à crise que atinge a rede social. Em uma entrevista à emissora americana CNN exibida no domingo (10), Zhang disse estar disposta a testemunhar no Congresso para revelar informações sobre omissões da empresa no combate a notícias falsas e disseminação de discursos de ódio.

    A ex-funcionária trabalhou por cerca de três anos no Facebook e foi demitida em 2020 sob alegação de problemas de performance, segundo ela. Após deixar a empresa, a profissional relatou ao site BuzzFeed News que não acreditava que o Facebook estivesse se mobilizando como poderia para combater conteúdos prejudiciais à sociedade e à democracia em sua plataforma.

    Por meio de sua conta no Twitter, Zhang confirmou já ter fornecido documentação detalhada sobre possíveis violações criminais do Facebook a uma agência do governo dos EUA. Na entrevista à CNN, a ex-funcionária se recusou a dizer quais informações teria repassado e qual agência teria recebido os documentos. Na segunda-feira (11), um porta-voz do Facebook negou todas as acusações.

    Zhang disse ter criado coragem para prestar depoimento depois que outra ex-funcionária da empresa, Frances Haugen, vazou ao jornal americano The Wall Street Journal documentos sobre a relutância do Facebook para combater a divulgação de notícias falsas, sob alegação de que isso poderia diminuir o engajamento de usuários e prejudicar as receitas da companhia. Haugen testemunhou no Congresso americano em 5 de outubro e cobrou a regulação das atividades da rede social.

    As denúncias feitas por ela deram início à mais recente crise de imagem do Facebook, que vem enfrentando escândalos desde 2016. Após o depoimento de Haugen no Congresso, o CEO e fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, publicou uma carta aberta negando todas as acusações feitas em reportagens do Wall Street Journal e também as de Haugen.

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