Movimentos sociais ocupam prédio da bolsa de valores em SP

Movimento dos Trabalhadores Sem Teto e frente Povo Sem Medo fizeram protesto contra fome e aumento do preço dos alimentos

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    Manifestantes do MTST (Movimento do Trabalhadores Sem Teto) e da frente de esquerda Povo Sem Medo ocuparam nesta quinta-feira (23) a sede da B3, a bolsa de valores de São Paulo, em um protesto contra a inflação e o aumento da fome no país.

    Os organizadores buscaram, com o ato, criticar o fato de parte da população não conseguir comprar comida, enquanto os estratos mais ricos continuam enriquecendo, segundo disseram os autores da iniciativa ao jornal Folha de S.Paulo. Na base desse processo, segundo eles, estão políticas do governo Jair Bolsonaro.

    Segundo os organizadores, a manifestação foi um ato simbólico e pacífico. No edifício da B3, os manifestantes apresentaram um jogral e um manifesto com as motivações da intervenção. O grupo deixou o prédio pouco depois. Não houve impacto na operação da bolsa, informou a assessoria da B3 à Folha.

    Estudo da Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional mostrou que no fim de 2020 cerca de 19 milhões de brasileiros passavam fome. O nível é o maior desde 2004, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Opositores criticam a falta de políticas de segurança alimentar no país na pandemia de covid-19.

    O protesto na B3 teve como mote “tá caro, a culpa é do Bolsonaro”, em crítica ao aumento no preço dos alimentos desde 2020, impulsionado por fatores como a alta do dólar, entre outros. A inflação de agosto, medida pelo IPCA, é a maior em duas décadas, e tem afetado com mais intensidade os mais pobres.

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