Queiroga levou familiares e parentes de autoridades em voos da FAB

Segundo jornal Folha de S. Paulo, caronas ocorreram em ao menos 20 ocasiões. Uma cartilha distribuída por Bolsonaro diz que somente o ministro e equipe que o acompanha em compromissos podem usar aeronaves

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    O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, levou familiares e parentes de autoridades em pelo menos 20 voos oficiais da FAB (Força Aérea Brasileira). As informações são do jornal Folha de S. Paulo. Uma cartilha distribuída por Jair Bolsonaro no começo do mandato afirma que somente o ministro e a equipe que o acompanha nos compromissos podem utilizar as aeronaves.

    O jornal teve acesso aos registros de 68 voos do Ministério da Saúde entre 25 de março e 8 de agosto de 2021. Os deslocamentos se deram em função de compromissos da agenda oficial de Queiroga.

    A esposa do ministro o acompanhou em 11 voos e os filhos, em 8. O senador Fernando Bezerra (MDB-PE) e sua esposa estiveram com Queiroga em uma viagem que partiu da cidade pernambucana de Petrolina com destino à capital do estado, Recife. A médica Sarita Pessoa, esposa do ministro do Turismo, Gilson Machado, usou uma aeronave oficial em um deslocamento de Brasília a João Pessoa.

    À Folha, o Ministério da Saúde afirmou apenas que Queiroga tem liberdade para preencher as vagas ociosas nas aeronaves. A pasta, no entanto, não informou se as pessoas que acompanharam o ministro participaram de suas agendas ou por qual razão usaram as aeronaves da FAB.

    Poucos dias antes de assumir a Presidência da República, Bolsonaro distribuiu uma cartilha a respeito da utilização de aeronaves oficiais por membros do governo. Apesar da recomendação, ocorreram outros episódios de caronas em aviões da FAB - em setembro de 2019, a esposa do ex-chanceler Ernesto Araújo embarcou em um voo oficial para passar férias em Paris. Meses antes, um helicóptero da presidência transportou parentes de Bolsonaro para o casamento de um de seus filhos.

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