Mundo tem número recorde de homicídios de ambientalistas

Relatório da ONG Global Witness mostra o Brasil como o 4º país mais letal para ativistas do meio ambiente, com 20 assassinatos no ano de 2020

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    O número de ativistas ambientais assassinados no mundo em um mesmo ano alcançou marca inédita em 2020, de acordo com relatório da ONG britânica Global Witness divulgado nesta segunda-feira (13). A organização identificou 227 ambientalistas vítimas de homicídio no período, dos quais 20 foram mortos em território brasileiro.

    Esse número coloca o Brasil na quarta posição entre países mais letais para ambientalistas. As primeiras posições são ocupadas pela Colômbia (65 mortes), México (30) e Filipinas (29). Na edição do ranking de 2019, o Brasil ocupou o terceiro lugar, com 24 homicídios.

    O relatório mostra também que os homicídios de ambientalistas vêm crescendo no mundo nos últimos anos. Em 2019, um total de 212 ativistas foram mortos no planeta e, em 2018, 167.

    Em 2020, segundo a organização Global Witness, o setor mais relacionado aos assassinatos foi o da exploração ilegal de madeira, causador de 23 das 227 mortes. Outras atividades, como o agronegócio e a mineração, foram responsáveis por 17 ataques cada.

    Na definição da ONG britânica, ambientalistas ou defensores do meio ambiente são pessoas que se posicionam e realizam ações pacíficas contra a exploração de recursos naturais feita de modo “injusto, discriminatório, corrupto ou danoso”. Segundo o relatório, os assassinatos no Brasil ocorrem principalmente na região amazônica, colocando populações indígenas também em risco.

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