Justiça autoriza Suzane Richthofen a cursar faculdade

Condenada a 39 anos de prisão pelo assassinato dos pais em 2002, ela conseguiu vaga com nota obtida no Enem e poderá deixar presídio à noite para estudar

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    A Justiça autorizou Suzane von Richthofen, condenada a 39 anos de prisão pelo assassinato dos pais em 2002, a cursar a faculdade de farmácia em uma instituição privada de Taubaté (SP), próxima do presídio em que ela cumpre o regime de prisão semiaberto. O pedido foi protocolado pela defesa da condenada em 12 de agosto, após Richthofen conseguir uma vaga no ensino superior com nota obtida no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio).

    A liminar foi concedida na sexta-feira (10) pelo desembargador José Damião Pinheiro Machado Cogan, do Tribunal de Justiça de São Paulo. Richthofen está autorizada a sair do presídio às 17 horas e retornar às 23h55. Na decisão, o desembargador afirmou que durante os 19 anos em que ela está presa não houve registro de faltas prisionais.

    “Se a lei almeja a reintegração social não há razão para que Suzane fique sem frequentar a faculdade onde conseguiu matrícula e financiamento de seu curso, tendo sido aprovada no Enem”

    José Damião Pinheiro Machado Cogan

    Desembargador, em liminar concedida a Suzane von Richthofen

    O Ministério Público do Estado de São Paulo argumentou que a segurança de Richthofen não pode ser garantida e por isso se manifestou contra a autorização concedida pela Justiça.

    Não é a primeira vez que Richthofen tenta voltar à graduação — ela cursava direito quando participou do homicídio dos pais, Manfred e Marísia von Richthofen, com a ajuda de seu namorado, Daniel Cravinhos, e do irmão dele, Cristian Cravinhos. Em 2020, a Justiça não permitiu que ela frequentasse o curso de gestão de turismo em um instituto federal no qual foi aprovada com nota obtida no Enem.

    Antes, em 2017 Richthofen foi aprovada no curso de administração e conseguiu financiamento pelo programa Fies, mas não concluiu a matrícula. No ano anterior, ela obteve aprovação no mesmo curso, mas o pedido para acompanhar as aulas on-line foi negado pela Justiça por falta de recursos tecnológicos no presídio.

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