Doria, Ciro, Amôedo e Mandetta participam de ato contra Bolsonaro

Em São Paulo, nomes que são cotados para concorrer à Presidência nas eleições de 2022 estiveram presentes nas manifestações

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    As manifestações realizadas neste domingo (12) contaram com a presença de presidenciáveis que se apresentam como integrantes de uma terceira via” para as eleições de 2022, entre eles os ex-candidatos à presidência em 2018 Ciro Gomes (PDT) e João Amôedo (Novo), o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta e o governador de São Paulo, João Doria (PSDB).

    Doria foi aconselhado por aliados a não participar dos atos, mas ignorou as recomendações. Ele foi recebido com elogios e ofensas e afirmou que o ato era só o começo. Durante discurso no palanque montado pelo MBL (Movimento Brasil Livre), Doria elogiou os manifestantes e disse que o que pode salvar o Brasil é “o exército da democracia, seja pelo impeachment de Bolsonaro, seja pelo voto em 2022”. Também comparou a manifestação ao movimento da Diretas Já e aproveitou para exaltar a vacinação no estado de São Paulo. Alguns manifestantes chegaram a pedir Doria na presidência.

    Doria se elegeu como governador de São Paulo nas últimas eleições surfando na onda bolsonarista. Na época, usou o slogan “BolsoDoria” para atrair votos do eleitorado de Bolsonaro. Em meio à pandemia, no entanto, passou a fazer oposição ao presidente e criticar a sua gestão. No dia 7 de setembro, depois que Bolsonaro fez ameaças de cunho golpista em manifestações de apoiadores, o governador de São Paulo passou a defender abertamente o impeachment.

    Ciro Gomes (PDT) também discursou e pediu união contra as ameaças do presidente Jair Bolsonaro. Nós somos diferentes, temos caminhadas diferentes, temos olhares sobre o futuro do Brasil diferentes, mas o que nos reúne é o que deve unir toda sociedade civicamente sadia, é a ameaça da morte da democracia e do poder da nação brasileira”, afirmou.

    Neste domingo (12), protestos organizados pelos grupos da direita estavam marcados para acontecer em pelo menos 15 capitais, mas a adesão aos atos foi bastante tímida. Segundo a Secretaria de Segurança Pública de SP, 6.000 pessoas ocuparam a avenida Paulista, que costuma ser o termômetro nacional de manifestações. Alguns grupos do centro e partidos mais à esquerda do espectro político, como o PDT e o PCdoB, resolveram aderir às manifestações, que foram rejeitadas pelo PSOL e pelo PT.

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