Esquerda reluta em apoiar ato do MBL pelo impeachment

Após 7 de setembro, parlamentares e centrais sindicais, com exceção da CUT, anunciam apoio a protesto contra Bolsonaro organizado por grupos de direita. PT e PSOL continuam de fora e priorizam falar de próximas manifestações

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    Alguns representantes e grupos de esquerda têm aderido aos protestos contra o governo federal marcados para domingo (12), promovidos por MBL (Movimento Brasil Livre), Vem Pra Rua e outros grupos de direita. Mas os principais partidos do campo político, como PT e PSOL, não devem participar.

    Os atos, que vão pedir o impeachment do presidente, foram idealizados em julho como forma de os organizadores se diferenciarem dos protestos nacionais contra Bolsonaro convocados por grupos e partidos de esquerda. Após os atos bolsonaristas de 7 de Setembro, marcados pelo tom golpista e por novas ameaças de Bolsonaro de ruptura institucional, ganhou força a ideia de reunir nos protestos de 12 de setembro um grupo mais amplo para mandar uma resposta ao presidente.

    Políticos como Ciro Gomes, presidenciável pelo PDT, e Alessandro Molon (PSB-MG), líder da oposição na Câmara, confirmaram presença nos atos do dia 12, segundo os jornais Folha de S.Paulo e O Globo. Siglas como PDT, Cidadania e PV também devem endossá-los. Parlamentares do PSOL e do PCdoB anunciaram apoio aos atos, sem adesão dos partidos.

    Com exceção da CUT (Central Única dos Trabalhadores), 5 das 6 maiores centrais sindicais do país também confirmaram presença nos atos do dia 12, segundo o portal Poder360. Aderiram aos atos ainda representantes de partidos de centro-direita e direita, como PSDB, Novo e PSL.

    Siglas como o PT e o PSOL resistem aos atos por não quererem se aliar a grupos que foram instrumentais para o impeachment de Dilma Rousseff, em 2016. Embora os atos sejam chamados de “Fora Bolsonaro”, seus entusiastas usam o mote “Nem Lula, nem Bolsonaro” e defendem a chamada "terceira via" nas eleições de 2022. O MBL também desencoraja o uso de bandeiras políticas nos protestos, incentivando os manifestantes a usarem branco. Partidos como PT, PCdoB e PSOL, junto a outros que estão aderindo ao 12 de setembro, planejam outros atos nacionais nos próximos meses.

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