Jogo entre Brasil e Argentina é suspenso após ação da Anvisa

Agentes do órgão entraram em campo para retirar quatro jogadores argentinos que desrespeitaram protocolo sanitário antes de partida das Eliminatórias da Copa do Mundo. Próximos passos serão definidos pela Fifa

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    A partida entre Brasil e Argentina das eliminatórias da Copa do Mundo realizada neste domingo (5) em São Paulo foi suspensa após a entrada de agentes da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) no gramado. A agência afirma que quatro jogadores argentinos descumpriram as normas sanitárias brasileiras.

    Em comunicado horas antes da partida, a Anvisa havia orientado as autoridades de saúde paulistas a determinar quarentena aos jogadores Emiliano Martinez, Emiliano Buendia, Giovani Lo Celso e Cristian Romero, da Argentina. Os atletas chegaram ao Brasil a partir de um voo vindo de Caracas, Venezuela, onde a seleção argentina jogou na quinta-feira (2). Antes disso, estiveram no Reino Unido, onde atuam em clubes ingleses. A entrada de viajantes que passaram pela Inglaterra nos 14 dias anteriores à chegada ao Brasil é vetada por uma portaria do governo federal que tenta barrar a entrada de variantes da covid-19.

    De acordo com a Anvisa, o quarteto omitiu das autoridades brasileiras sua passagem pela Inglaterra. A agência afirmou que acionou a Polícia Federal e informou à delegação argentina que os jogadores não poderiam permanecer em território brasileiro. Mesmo com a determinação, o quarteto foi a campo – o que levou à entrada no gramado de agentes da Anvisa e à interrupção da partida após sete minutos de jogo. O clássico foi suspenso após um longo período de paralisação e confusão em campo.

    Apurações de bastidores de jornalistas esportivos dão conta de que teria havido um acordo entre a Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) e o governo brasileiro para permitir a participação dos jogadores argentinos, apesar da determinação da Anvisa. Ao portal UOL, a Conmebol negou qualquer acordo, e o Ministério da Saúde disse apoiar as decisões da Anvisa.

    A CBF (Confederação Brasileira de Futebol), em nota, disse ter ficado decepcionada com o ocorrido e “absolutamente surpresa com o momento em que a ação da Agência Nacional da Vigilância Sanitária ocorreu”. O presidente da AFA (Associação Argentina de Futebol), Claudio Tapia, afirmou em nota considerar a suspensão “lamentável para o futebol, uma imagem muito ruim”. No Twitter, a Conmebol, responsável pelo torneio, afirmou que a decisão sobre os próximos passos cabe à Comissão Disciplinar da Fifa (Federação Internacional de Futebol).

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