Passaporte vacinal passa a valer na cidade de SP

Comprovação de imunização será exigida em eventos com mais de 500 pessoas. Prefeitura pede para que restaurantes, bares e outros estabelecimentos também verifiquem o documento dos clientes

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    Eventos com mais de 500 pessoas na cidade de São Paulo terão de exigir a comprovação de vacinação com ao menos uma dose de um imunizante contra a covid-19 para todas as pessoas na entrada desses locais a partir desta quarta-feira (1º)

    A comprovação poderá ser feita por um passaporte de vacina obtido por meio do aplicativo e-Saúde SP, da prefeitura. Não haverá a exigência para eventos com menos de 500 pessoas e outros estabelecimentos, mas sim uma recomendação das autoridades municipais para que esses locais também exijam a comprovação da vacinação. Se você tem um evento que reúna mais de 500 pessoas, é mais do que justo e natural que, em benefício da coletividade, a prefeitura passe a exigir o comprovante da vacina, disse o prefeito Ricardo Nunes (MDB) em nota. Os eventos com mais de 500 pessoas que não adotarem o procedimento estarão sujeitos a multa, com valor ainda não divulgado.

    Anteriormente, Nunes chegou a anunciar que o passaporte de vacina seria exigido para todos os estabelecimentos, incluindo restaurantes, bares e shoppings. Após a crítica de associações que representam esses setores, no entanto, a prefeitura recuou e disse que as normas do passaporte de vacina ainda seriam definidas pela Vigilância Sanitária do município.

    Segundo o secretário de Saúde da capital paulista, Edson Aparecido, há um pedido da prefeitura para que todos os estabelecimentos adotem a exigência da comprovação de vacinação. Estamos pedindo para que todos os outros estabelecimentos, de uma forma educativa, façam a exigência, disse na nota.

    O chamado passaporte de vacina está sendo adotado também em outros países, como a França, como medida para estimular pessoas que optarem por não receber um imunizante contra a covid-19 a fazê-lo. Entretanto, a exigência de um passaporte de vacina já foi criticada pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, que afirmou que a medida restringe a liberdade das pessoas.

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