PIB brasileiro recua 0,1% após três trimestres de alta

Inflação e juros altos travam consumo, enquanto indústria e agro registram quedas. Atividade econômica se mantém em nível pré-pandemia

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    O PIB (Produto InternoBruto) do Brasil registrou queda no segundo trimestre de 2021, perdendo força depois de três altas seguidas. No período de abril a junho, o PIB teve queda de 0,1% em relação aos três meses anteriores, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgados nesta quarta-feira (1º). No primeiro trimestre de 2021 a economia brasileira havia avançado 1,2%.

    O PIB no Brasil

    Variação do PIB

    O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país em um determinado período. O índice é usado para medir o avanço ou o recuo econômico no território nacional ao longo do tempo. No segundo trimestre, ele totalizou R$ 2,1 trilhões. Apesar da involução em relação ao período de comparação anterior, a atividade econômica se manteve no patamar registrado no quarto trimestre de 2019, antes da pandemia.

    De acordo com o IBGE, a queda foi puxada por um recuo nos resultados da agropecuária (-2,8%) e da indústria (-0,2%). Por outro lado, os serviços avançaram 0,7% no período, com as reaberturas e o avanço na vacinação contra a covid-19. O consumo das famílias, no entanto, não cresceu, o que foi atribuído à inflação e aos juros altos.

    Devido ao impacto da pandemia, o PIB brasileiro fechou 2020 com uma queda de 4,1% em relação a 2019. Por isso, é esperado um crescimento significativo para o resultado anual de 2021, em comparação ao ano anterior. O mercado financeiro tem uma expectativa de que a alta seja de 5,2%, algo próximo a previsão do governo (5,3%). Já o Banco Central projeta que a economia brasileira feche o ano com avanço de 4,6% em relação a 2020. Essas estimativas foram divulgadas antes do resultado do segundo trimestre publicado nesta quarta-feira.

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