Após recuo do PIB, Guedes critica ‘conversa derrotista’

Em evento, ministro da Economia minimizou resultado abaixo das expectativas e afirmou que país ‘está crescendo novamente’

O Nexo é um jornal independente sem publicidade financiado por assinaturas. A maior parte dos nossos conteúdos são exclusivos para assinantes. Aproveite para experimentar o jornal digital mais premiado do Brasil. Conheça nossos planos. Junte-se ao Nexo!

    O PIB (Produto Interno Bruto) perdeu força no segundo trimestre, registrando queda de o,1% depois de três períodos de alta, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgados na quarta-feira (1º). Em evento da Frente Parlamentar pelo Brasil Competitivo no mesmo dia, o ministro da Economia, Paulo Guedes, atribuiu o resultado frustrante ao fato de o trimestre ter sido "o mais trágico" da pandemia de covid-19, e afirmou que o país tende a "crescer muito" em 2022.

    “A economia voltou em V, estamos crescendo novamente. Hoje saiu um dado, é praticamente de lado. Como foi -0,05%, arredondou para -0,1%.”, disse. O ministro afirmou prever um crescimento de 5,3% ou 5,4% em 2021, comparado com o resultado de 2020, ano que fechou com queda histórica de 4,1%. O mais recente relatório Focus, do Banco Central, que reúne análises de agentes do mercado, projeta um crescimento de 5,22% para 2021.

    O ministro criticou o que chamou de "conversa derrotista" sobre o crescimento do país. "Não podemos nos deixar abater. Conversa derrotista, que Brasil não vai crescer, vai parar... Isso só depende de nós. Brasil voltou em V porque não nos deixamos abater. Podemos crescer bastante no ano que vem", disse.

    O resultado do segundo trimestre frustrou a expectativa do mercado, que previa uma alta, mesmo que mínima. Em relação ao mesmo intervalo em 2020, houve avanço de 12,4% – isso porque o período de abril a junho de 2020, início da pandemia, é considerado o “fundo do poço” da recessão.

    O PIB de um país mede todos os bens e serviços produzidos em determinado intervalo de tempo. A queda, de acordo com o IBGE, foi puxada por um recuo nos resultados da agropecuária (-2,8%) e da indústria (-0,2%). Os serviços avançaram 0,7% no mesmo período, com as reaberturas e o avanço na vacinação contra a covid-19, embora o consumo das famílias não tenha crescido devido a inflação e os juros altos.

    Continue no tema

    Todos os conteúdos publicados no Nexo têm assinatura de seus autores. Para saber mais sobre eles e o processo de edição dos conteúdos do jornal, consulte as páginas Nossa equipe e Padrões editoriais. Percebeu um erro no conteúdo? Entre em contato. O Nexo faz parte do Trust Project.