Taxa de desemprego caiu para 14,1% no 2º trimestre, diz IBGE

Número de pessoas ocupadas subiu 2,5% em relação aos três primeiros meses do ano, mas 14,4 milhões continuam sem trabalho

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    O Brasil chegou ao final do segundo trimestre de 2021 com queda na taxa de desemprego devido ao aumento da ocupação, mas com 14,4 milhões de pessoas sem trabalho e com o mercado ainda buscando recuperar-se da crise causada pela pandemia de covid-19. Dados da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua) divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta terça-feira (31) mostram que a taxa de desemprego ficou em 14,1% no período.

    Trata-se de uma redução em relação à taxa de 14,7% vista no primeiro trimestre de 2021, mas o número ainda ficou bem acima dos 13,3% verificados no mesmo período de 2020. O total de pessoas ocupadas chegou a 87,8 milhões, um aumento de 2,5% sobre o primeiro trimestre de 2021. Com esse aumento, o nível de ocupação subiu 1,2%, chegando a 49,6%, mas isso ainda indica que menos da metade da população em idade para trabalhar está ocupada no país.

    “O crescimento da ocupação ocorreu em várias formas de trabalho. Até então vínhamos observando aumentos no trabalho por conta própria e no emprego sem carteira assinada, mas pouca movimentação do emprego com carteira, destacou a analista da pesquisa, Adriana Beringuy. Mas no segundo trimestre o contingente de empregados com carteira no setor privado aumentou em 618 mil pessoas em relação aos três primeiros meses do ano, chegando a 30,2 milhões.

    Sem carteira assinada, eram 10 milhões de trabalhadores no segundo trimestre, um aumento de 3,4% sobre o primeiro. O IBGE ainda destacou o trabalho por conta própria no período, que atingiu o patamar recorde de 24,8 milhões de pessoas, um crescimento de 4,2% na comparação com o trimestre anterior.

    O aumento da ocupação no segundo trimestre deveu-se, principalmente, a atividades relacionadas a alojamento e alimentação (9,1%), construção (5,7%), serviços domésticos (4%) e agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (3,8%).

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