Queiroga e deputados bolsonaristas criticam passe vacinal

Ministro da Saúde afirmou que exigência de comprovante de imunização pode criar ‘indústria da multa’. Parlamentares dizem que passaporte é segregacionista

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    O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, criticou nesta sexta-feira (27) a adoção do “passaporte de vacinação”, nome dado à exigência de comprovante de vacinação contra a covid-19 para entrada em estabelecimentos, que as cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro planejam implementar.

    “O passaporte não ajuda, não ajuda em nada”, disse Queiroga a jornalistas em Brasília, segundo a agência Reuters. “Você começa a restringir a liberdade das pessoas.” O ministro também criticou a criação de uma suposta “indústria da multa” com a adoção da exigência.

    Nesta sexta-feira (27), a cidade do Rio de Janeiro anunciou que deve adotar o “passaporte de vacinação” a partir de 1º de setembro. Na segunda-feira (23), o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), afirmou que planejava fazer o mesmo a partir de segunda-feira (30).

    Em resposta ao anúncio paulistano, deputados federais bolsonaristas, como Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), ingressaram nesta sexta-feira (27) com um pedido de habeas corpus preventivo contra Nunes para que ninguém seja obrigado a comprovar a vacinação, segundo o jornal Folha de S.Paulo.

    Apresentada ao Tribunal de Justiça de São Paulo, a peça ataca as medidas restritivas implementadas por prefeitos e governadores durante a pandemia e afirma que o “passe vacinal” é segregacionista, porque nem todos tiveram acesso à imunização. Para fundamentar o pedido, o texto cita decisão do Supremo Tribunal Federal que concedeu habeas corpus para que prostitutas não fossem presas apenas por estarem nas vias públicas de São Paulo.

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