Brasil tem 316 mil novos empregos formais em julho

Segundo dados do Caged, país acumula 1,8 milhão de vagas com carteira assinada abertas em 2021, ano marcado por desemprego recorde se considerado setor informal

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    O Brasil registrou a abertura de 316.580 vagas formais de trabalho em julho, de acordo com dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) divulgados nesta quinta-feira (26) pelo Ministério do Trabalho. No ano de 2021, o país acumula até julho a criação de 1,8 milhão de empregos com carteira assinada. No mesmo período de 2020, que engloba os primeiros meses da pandemia de covid-19, haviam sido fechadas mais de um milhão vagas formais.

    Considerando também as vagas informais, que respondem por boa parte do mercado de trabalho no país, o cenário é bem mais negativo: o desemprego está em 14,6%, segundo os dados mais atualizados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Economia), e atinge 14,8 milhões de pessoas. Na série histórica desde 2012, trata-se da segunda maior taxa de desemprego do país. O recorde ocorreu entre março e abril de 2021, com 14,7%.

    Atualmente, em razão da pandemia, as empresas estão autorizadas a reduzir as jornadas e remunerações de seus empregados e a suspender os contratos temporariamente. A autorização, que busca evitar o fechamento de vagas, tem compensação do programa do governo federal BEm (Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda), que oferece uma complementação de renda aos trabalhadores atingidos.

    O BEm, implementado pela primeira vez em 2020, termina em agosto. Uma medida provisória em tramitação no Congresso prevê a prorrogação do programa apenas para trabalhadores gestantes. Para a consultoria XP, a projeção para a criação de vagas formais no país é de “desaceleração gradual na criação líquida de postos daqui para frente”. O movimento deverá ocorrer, segundo o economista Rodolfo Margato em nota, “devido especialmente ao menor número de acordos empregatícios regidos pelo BEm e taxas mais moderadas de contratação nos setores de serviços e comércio”, em especial no último trimestre de 2021.

    O governo tem celebrado os números do Caged. Em dezembro de 2020, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que eles foram “os melhores da história”. O cadastro, porém, mudou de metodologia em janeiro do mesmo ano, o que inviabiliza comparações da série histórica. O registro de trabalhadores temporários, que era opcional, passou a ser obrigatório.

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