Ministério da Saúde anuncia terceira dose para idosos

Aplicação do reforço deve começar em 15 de setembro e vale também para pessoas imunossuprimidas. Intervalo entre primeira e segunda dose da Pfizer e da AstraZeneca será reduzido

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    O Ministério da Saúde anunciou na quarta-feira (25) a aplicação de doses de reforço da vacina contra a covid-19 a partir do dia 15 de setembro de 2021. A terceira dose será administrada inicialmente em pessoas com mais de 70 anos e em pessoas imunossuprimidas – que têm sistema imune comprometido, como as que passaram por transplantes de órgãos.

    Segundo a pasta, os idosos poderão receber o reforço quando a distância para a segunda dose for de seis meses. Já para as pessoas imunossuprimidas, o intervalo será de 28 dias.

    O Ministério da Saúde também confirmou a fala do ministro Marcelo Queiroga na terça-feira (24) de que a terceira dose será preferencialmente da Pfizer. A pasta, no entanto, disse que o reforço também poderá ser feito, “de maneira alternativa”, com os imunizantes da AstraZeneca ou da Janssen. A Coronavac, vacina do laboratório chinês Sinovac produzida no Brasil pelo Instituto Butantan, não foi mencionada no comunicado.

    Por fim, a pasta anunciou que o intervalo entre a aplicação da primeira e da segunda dose das vacinas da Pfizer e da Astrazeneca será reduzido de 12 para 8 semanas. A medida também vale a partir de 15 de setembro.

    Também na quarta-feira (25), após o anúncio do Ministério da Saúde, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB) comunicou que o estado irá aplicar a terceira dose em idosos a partir de 6 de setembro. O público alvo do reforço serão pessoas com mais de 60 anos que tomaram a segunda dose há pelo menos seis meses. O governo paulista não divulgou informações sobre planos de aplicar a terceira dose em imunossuprimidos.

    As decisões vão em linha com outros países, como EUA, Chile e Israel, que anunciaram a aplicação de doses de reforço. Segundo Queiroga, a adoção da terceira dose visa aumentar a proteção da população frente à perspectiva de avanço da variante delta do coronavírus no país. A aplicação de uma dose de reforço levanta questões éticas tendo em vista que há diversos países onde a vacinação ainda está em estágios iniciais. A OMS defende que os governos priorizem a cobertura total das populações antes de pensar no tema.

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