IPCA-15 tem maior alta para agosto desde 2002

Índice de preços conhecido como ‘prévia da inflação’ acelera e acumula variação de 9,30% em doze meses

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    Os preços no Brasil subiram 0,89% entre metade de julho e metade de agosto, conforme divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) na quarta-feira (25). A variação foi captada pelo IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15), que teve a maior alta para agosto desde 2002. No acumulado em doze meses, o avanço dos preços medido pelo índice é o maior desde meados de 2016.

    9,30%

    é a variação acumulada do IPCA-15 em doze meses até agosto de 2021

    A alta nos preços entre metade de julho e metade de agosto foi puxada principalmente pelo aumento da energia elétrica. Em meio à crise hídrica vivida no país, usinas hidrelétricas estão com reservatórios em níveis historicamente baixos, aumentando custos da produção de energia. A conta de luz está ficando mais cara, com acionamento da bandeira vermelha patamar 2 – uma espécie de taxa extra sobre o consumo de energia – pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica).

    O IPCA-15 é conhecido como a “prévia da inflação”. A metodologia do cálculo do índice é praticamente a mesma usada no IPCA – o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, principal medidor da inflação no Brasil. Ambos captam a variação ampla dos preços, sentida por consumidores com renda entre 1 e 40 salários mínimos.

    A diferença entre os dois índices é o momento da coleta. O IPCA mede as variações de preços entre o dia 1º e o dia 30. O IPCA-15, por sua vez, abrange o período entre o dia 16 de um mês até o dia 15 do mês seguinte. Assim, considerando o IPCA e o IPCA-15, é possível ter um acompanhamento da inflação a cada duas semanas.

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