Final da Eurocopa foi evento superdisseminador de covid-19

Estimativas apontam que mais de 3.000 pessoas foram infectadas durante partida disputada em Londres. Praticamente todas as restrições de circulação e aglomeração já foram revogadas pelas autoridades britânicas

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Estimativas divulgadas na sexta-feira (20) pelo NHS (Serviço Nacional de Saúde britânico) apontam que mais de 3.000 pessoas foram infectadas pelo novo coronavírus na final da Eurocopa, disputada em Londres no início de julho. Praticamente todas as restrições de circulação e aglomeração já foram revogadas pelas autoridades do Reino Unido.

O órgão estima que 2.295 pessoas dentro e no entorno do Estádio de Wembley estivessem infectadas durante a partida e que outras 3.404 tenham contraído a doença no evento. Cerca de 67.000 torcedores acompanharam a decisão nas arquibancadas. Os dados fizeram da final um evento superdisseminador da covid-19.

A decisão da Eurocopa foi realizada durante um período de testes para o retorno do público em eventos esportivos e culturais no Reino Unido. As taxas de infecção nos outros eventos, como o Grande Prêmio da Fórmula 1 (que atraiu 350 mil pessoas ao autódromo de Silverstone) e os campeonatos de tênis de Wimbledon (com cerca de 300 mil espectadores), foram inferiores quando em comparação com a partida de futebol.

Apesar do grande número de infectados na final do torneio europeu, a vice-diretora médica do NHS, Jenifer Smith, afirmou ser improvável que isso se repita em eventos futuros. Ainda assim, Smith considerou os dados como um aviso de que o “vírus pode se espalhar facilmente quando há contato próximo”.

As autoridades do Reino Unido já flexibilizaram a maioria das medidas restritivas à circulação e aglomeração. As partidas da Premier League, primeira divisão do futebol inglês, por exemplo, contam com lotação máxima das arquibancadas desde o início de agosto. Segundo dados da plataforma Our World in Data, mais de 61% dos britânicos estão com o esquema vacinal completo.

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