CPI quebra sigilo fiscal de advogado da família Bolsonaro

Em nova leva de aprovação de requerimentos, senadores solicitam informações fiscais de Frederick Wassef e ampliam período de pedido sobre Ricardo Barros, líder do governo na Câmara

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    A CPI da Covid no Senado aprovou nesta quinta-feira (19) a quebra de sigilo fiscal de Frederick Wassef, advogado da família do presidente Jair Bolsonaro. Os senadores querem apurar se ele teve envolvimento em processos de aquisição de vacinas pelo governo, alguns dos quais são investigados pela CPI por suspeitas de irregularidades.

    O advogado Frederick Wassef tem proximidade com Jair Bolsonaro desde 2014 e ganhou maior projeção a partir de 2019, quando assumiu a defesa do senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ) no caso das rachadinhas, que tem o ex-assessor Fabrício Queiroz como peça chave. Após um ano sumido, Queiroz foi encontrado em junho de 2020 num imóvel de Wassef na cidade de Atibaia (SP).

    Os senadores pediram à Receita Federal a relação de empresas das quais o advogado participou nos últimos cinco anos, segundo o portal G1. Wassef não se manifestou sobre a quebra de sigilo da CPI até a tarde de quinta.

    A comissão parlamentar de inquérito também aprovou na quinta-feira (19) a ampliação da quebra de sigilo fiscal do deputado Ricardo Barros (PP-PR), líder do governo na Câmara. Em 3 de agosto, a CPI já havia aprovado as quebras de sigilo fiscal, bancário, telefônico e telemático de Barros. O pedido anterior, porém, buscava obter informações fiscais do deputado a partir de 2018. Nesta quinta, foi ampliado: pede dados a partir de 2016, segundo a assessoria de imprensa do Senado.

    A ampliação ocorre um dia depois de Barros ter sido incluído na lista de investigados da CPI por suspeitas de que esteja envolvido em irregularidades na aquisição da vacina Covaxin, o que ele nega. O deputado depôs para a CPI no dia 12 de agosto. Barros pediu nesta quinta-feira (19) ao Supremo Tribunal Federal que suspenda as quebras de sigilo, segundo o site O Antagonista.

    A CPI aprovou nesta quinta 187 requerimentos de quebra de sigilos, convocações, entre outros, tendo entre os alvos empresários, ex-membros do governo e empresas.

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