Rio de Janeiro registra aumento de casos da variante delta

Amostras colhidas na capital e no restante do estado apontam para maior circulação da cepa, que é mais transmissível

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    Um estudo da secretaria estadual de Saúde do Rio de Janeiro identificou que a variante delta do coronavírus respondeu por 45% das amostras analisadas na capital fluminense entre junho e julho. A informação foi divulgada na terça-feira (3) pelo secretário municipal da Saúde do Rio, Daniel Soranz.

    Os resultados a nível estadual, que partem de 368 amostras, também indicam um crescimento da circulação da variante delta, segundo a pasta da Saúde fluminense. Considerando todos os municípios – além da capital –, a nova variante representa 26,1% dos casos no estado, contra 16,6% na análise feita duas semanas antes, com amostras colhidas apenas em junho.

    Embora afirme que a amostra não é representativa estatisticamente – ou seja, pode não retratar com precisão os quadros de contágio na capital e no estado –, a secretaria estadual de Saúde do Rio reconhece que “a variante Delta está em circulação no estado do Rio de Janeiro, com tendência de aumento e conversão para se tornar a mais frequente”.

    O aumento da circulação da cepa delta na capital fluminense ocorre em meio aos planos de reabertura pelo poder público local. Frente ao avanço da vacinação no Rio, o prefeito da cidade, Eduardo Paes (PSD), anunciou em 29 de julho planos para quatro dias de festa em setembro para “celebrar a vida e o fim da pandemia”. Os planos incluem eventos culturais em diferentes locais da cidade e liberação de público em jogos de futebol e shows. Na segunda-feira (2), Paes disse que as medidas de reabertura podem ser revistas em caso de aumento do contágio.

    Um estudo de julho feito por pesquisadores ligados à OMS e ao Imperial College, de Londres, mostrou que a delta é 97% mais transmissível do que o coronavírus original, identificado na China. Estudos mostram que a variante se replica de forma mais rápida nos infectados, gerando maior carga viral (quantidade de vírus presente no organismo), o que a torna mais transmissível. Apesar de terem sido desenvolvidas a partir do vírus original, as vacinas continuam sendo eficazes contra as variantes – incluindo a delta. Algumas pesquisas, porém, têm demonstrado que a proteção é mais baixa.

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