Banco Central aumenta taxa de juros pela 4ª vez consecutiva

Com inflação acelerada, Comitê de Política Monetária eleva Selic para 5,25% ao ano, na maior alta em mais de 18 anos

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    O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central anunciou nesta quarta-feira (4) um aumento da taxa Selic em 1 ponto percentual. É a quarta decisão consecutiva de alta da taxa básica de juros, que chega a 5,25% ao ano.

    O aumento de 1 ponto percentual na Selic é o mais agressivo em 18 anos. A última vez que o Copom havia elevado a taxa nesse nível havia sido em fevereiro de 2003. Na ata da reunião de quarta (4), o comitê afirmou antever outro aumento da mesma magnitude no próximo encontro, em setembro.

    JUROS EM ALTA

    Trajetória da meta para a taxa Selic. Ciclo de alta em 2021

    A Selic é a taxa básica de juros da economia brasileira. Ela serve de referência para a definição dos juros cobrados pelos bancos em empréstimos, o retorno de títulos do Tesouro e até o rendimento da caderneta de poupança.

    A taxa é também o principal instrumento da política monetária do Banco Central, cujo objetivo principal é o controle da inflação. Desde 1999, o Brasil adota um regime de metas de inflação. O Banco Central estipula metas para a variação de preços em um ano, com uma margem para mais e outra para menos – as chamadas bandas. A autoridade monetária age para manter a inflação dentro desse objetivo, usando a taxa de juros como instrumento. Se a inflação está alta, o Banco Central aumenta os juros; se a inflação está baixa, há espaço para reduzir a Selic.

    Em 2021, os juros refletem a trajetória da inflação, que está em alta. Até junho, os preços haviam subido 8,35% em doze mesesacima do teto da meta, que está em 5,25% no ano. Entre os produtos que estão puxando a inflação está a energia elétrica – a conta de luz está ficando mais cara em meio à crise hídrica e elétrica. Além disso, combustíveis e outros derivados de petróleo – como o gás encanado e de cozinha – estão subindo desde o início do ano. Por fim, os alimentos também estão em alta, em movimento ligado ao boom internacional de commodities, que é incentivado pela recuperação de economias como China e EUA.

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