Bolsonaro volta a ameaçar eleições em ato por voto impresso

Presidente falou por chamada de vídeo aos apoiadores que protestavam em Brasília. Ao menos 25 capitais e cidades do interior registraram manifestações

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    Apoiadores de Jair Bolsonaro se reuniram, desde a manhã deste domingo (1º), em atos espalhados pelo Brasil que pedem o voto impresso nas eleições de 2022. A manifestação em Brasília, na Esplanada dos Ministérios, contou com a participação virtual do próprio presidente. Bolsonaro apareceu em videochamada e voltou a ameaçar melar as eleições se não houver voto impresso associado à urna eletrônica. Sem eleições limpas e democráticas não haverá eleição, afirmou o presidente, repetindo uma ameaça que vem fazendo de forma recorrente.

    No vídeo exibido em cima de um carro de som, Bolsonaro também voltou a dizer que há indícios de fraude em pleitos passados, mas ele mesmo já admitiu que não tem provas. Trata-se de um discurso que, segundo cientistas políticos, serve para animar os apoiadores mais radicais. O presidente também participou de chamadas de vídeo em outras cidades, como Belo Horizonte (MG) e Rio de Janeiro (RJ).

    Pelo vinte e cinco capitais registraram protestos bolsonaristas, de acordo com contagem do site G1 do meio da tarde. Além das capitais, atos também foram registrados em cidades de médio e grande porte do interior como Campinas, Piracicaba e Jundiaí, em São Paulo.

    Em vários desses protestos foram fotografadas faixas e cartazes com pedidos de golpe. Em Brasília, uma faixa que pedia intervenção militar foi retirada pelos organizadores. Também havia pedidos de destituição dos ministros do Supremo Tribunal Federal.

    Figuras políticas aliadas do presidente compareceram em alguns dos atos. Em Brasília, a deputada federal Bia Kicis (PSL-DF) fez coro aos pedidos pelo voto impresso. Kicis é presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara e autora do projeto de lei que pede a mudança no sistema eleitoral com a adesão ao voto de papel.

    Outro forte representante do bolsonarismo que aderiu ao ato na Esplanada é o ex-ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo. Os manifestantes, que em sua maioria não usavam máscara e não mantinham o distanciamento, se aglomeraram para tirar fotos com o ex-ministro.

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