Rayssa Leal ganha prata no skate aos 13 anos de idade

Maranhense se torna medalhista brasileira mais jovem da história e a esportista mais nova a subir no pódio olímpico desde 1936

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    Rayssa Leal se tornou a medalhista olímpica brasileira mais jovem da história ao conquistar a prata no skate street em Tóquio nesta segunda-feira (26). Aos 13 anos, ela superou 18 concorrentes para ficar atrás apenas da japonesa Momiji Nishiya, vencedora da modalidade. O bronze ficou com a também japonesa Funa Nakayama.

    Natural de Imperatriz (MA) e apelidada “fadinha do skate” por um vídeo seu com manobras que viralizou quando ela tinha apenas sete anos, Rayssa já era vista como favorita à medalha. Ela é a segunda colocada no ranking da categoria e obteve o bronze no mundial de skate street de Roma, em junho. Havia expectativa também em torno do desempenho das skatistas Pâmela Rosa e Leticia Bufoni, mas elas não conseguiram chegar à final.

    O skate street é uma das duas categorias da modalidade que estreia em Olimpíadas. Nela, obstáculos simulam elementos encontrados nas ruas, como corrimões, rampas, degraus e muretas. Ao longo da disputa, que acontece em um único dia e é dividida em fases eliminatória e final, os participantes mesclam voltas de 45 segundos exibindo suas habilidades com baterias de manobras únicas. O resultado é dado de acordo com as notas de um grupo de jurados.

    Na fase eliminatória, Rayssa ficou em terceiro lugar, atrás apenas das suas companheiras de pódio. Na etapa decisiva, ela chegou a assumir a primeira colocação a duas manobras do final, mas acabou sendo ultrapassada por Nishiya. Mesmo assim, foi o suficiente para se tornar a medalhista individual mais jovem desde 1936, quando a dinamarquesa Inge Sorensen conquistou aos 12 anos o bronze nos 200 metros nado peito em Berlim.

    O feito de Rayssa ocorreu um dia depois de Kelvin Hoefler levar a prata no skate street masculino. O skate park, categoria disputada em pistas que parecem piscinas vazias, ocorre na segunda semana da Olimpíada. Atletas brasileiros têm chances de medalhas tanto no feminino como no masculino.

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