SP: Grávidas que tomaram AstraZeneca vão receber 2ª dose da Pfizer

Desde maio, o país suspendeu o uso da AstraZeneca em mulheres grávidas por recomendação da Anvisa

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    Grávidas e puérperas que receberam a primeira dose da vacina da AstraZeneca em São Paulo vão agora completar a imunização contra a covid-19 com uma dose do imunizante da Pfizer. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (21) pelo vice-governador Rodrigo Garcia. A medida começa a valer na sexta-feira (23). No caso da 2° dose em mulheres que tomaram AstraZeneca, a combinação é apenas com o imunizante da Pfizer.

    A decisão favorece as grávidas e puérperas, que precisariam esperar a conclusão do período do puerpério (45 dias após o nascimento do bebê) para só então receber a segunda dose de AstraZeneca, ja que a vacina passou a não ser recomendada para elas. As mulheres elegíveis devem procurar os postos de saúde de acordo com o prazo descrito na carteira de vacinação.

    A estratégia do governo de São Paulo não é inédita. Em 29 de junho, a mesma medida foi adotada pela prefeitura do Rio de Janeiro, a primeira capital do Brasil a permitir a combinação de imunizantes diferentes contra a covid-19. Tanto o Rio quanto São Paulo se baseiam em estudos internacionais que vêm apontando resultados positivos na chamada intercambialidade de vacinas de laboratórios distintos. Entidades como a Sogesp (Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo) corroboram a segurança e a eficácia na combinação de vacinas.

    Desde maio, o país suspendeu o uso da AstraZeneca em mulheres grávidas por recomendação da Anvisa. A Agência de Vigilância Sanitária alertou o Programa Nacional de Vacinação sobre o caso de uma gestante do Rio de Janeiro que deu entrada em um hospital no dia 5 de abril com quadro grave de trombose, dias depois de tomar a vacina. Casos assim são raríssimos, mesmo assim o Ministério da Saúde recomenda atualmente que grávidas sejam imunizadas somente com as vacinas Pfizer ou Coronavac.

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