Israel apura denúncias sobre programa espião Pegasus

Grupo interministerial foi criado para analisar o uso do software israelense por governos interessados em espionagem

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    O governo de Israel criou uma comissão interministerial para analisar as denúncias de espionagem que envolvem o programa de computador Pegasus, fornecido pela empresa israelense NSO Group. De acordo com a agência de notícias Reuters, a apuração foi confirmada nesta quarta-feira (21) por uma fonte não identificada.

    Um grupo de 17 veículos internacionais de comunicação publicam desde domingo (18) uma série de reportagens mostrando que o programa tem sido amplamente utilizado por governos para invadir e espionar celulares de opositores em ao menos 50 países. Entre eles, estão Arábia Saudita, Azerbaijão, Bahrein, Cazaquistão, Emirados Árabes Unidos, Hungria, Índia, Marrocos, México e Ruanda. O presidente da França, Emmanuel Macron, e outros 13 líderes mundiais apareceram em uma lista de alvos do Pegasus.

    A comissão israelense é liderada pelo Conselho de Segurança Nacional, que responde diretamente ao primeiro-ministro Naftali Bennett. Segundo a Reuters, o conselho tem uma área de especialidade mais ampla comparado ao Ministério da Defesa do país, que é responsável por supervisionar a exportação do software Pegasus.

    A empresa NSO, criadora do programa, diz não ter responsabilidade sobre o uso que seus compradores dão à ferramenta. Segundo a companhia, o Pegasus foi desenvolvido para monitorar grupos criminosos e terroristas, com objetivo de identificar a organização de atentados. O programa foi especialmente projetado para a inteligência de Israel.

    Sobre a comissão que vai apurar o suposto uso para espionagem de governantes, um porta-voz da NSO comentou que a empresa acolhe qualquer decisão do governo israelense e que não há falhas nas atividades desenvolvidas. O gabinete do primeiro-ministro não comentou o assunto.

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