Bolsonaro indica Aras para novo mandato na Procuradoria-Geral

Presidente ignora pela segunda vez lista tríplice de candidatos ao cargo preparada pelo Ministério Público Federal

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    O presidente Jair Bolsonaro anunciou nesta terça-feira (20) que propôs ao Senado manter Augusto Aras como procurador-geral da República. Para continuar no cargo durante um segundo mandato de mais dois anos, Aras ainda precisa passar por uma sabatina no Senado, onde as chances de reprovação são consideradas baixas.

    Com a indicação, Bolsonaro ignora pela segunda vez a lista tríplice de candidatos ao cargo preparada por representantes do Ministério Público Federal. Os escolhidos em eleição interna eram os subprocuradores Luiza Frischeisen, Mario Bonsaglia e Nicolao Dino.

    Em 1º de julho de 2021, o presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República, Ubiratan Cazetta, se reuniu com o presidente e tentou convencê-lo a acatar um nome da lista “por questão de transparência e democracia”, segundo disse ao jornal O Estado de S. Paulo. Desde 2003, os chefes do Ministério Público eram escolhidos a partir dos nomes apresentados na lista tríplice. Bolsonaro rompeu com essa tradição em 2019, quando indicou Aras pela primeira vez ao cargo.

    A atuação de Aras e de seus aliados na Procuradoria-Geral da República tem sido marcada pela blindagem do presidente e por um alinhamento frequente com os interesses do bolsonarismo, algo que críticos atribuem à pretensão do procurador-geral de ser indicado a uma posição no Supremo Tribunal Federal.

    No entanto, Bolsonaro já teve duas oportunidades de nomear ministros ao Supremo desde que assumiu a presidência, e optou por indicar o então desembargador Kassio Nunes Marques e o atual advogado-geral da União, André Mendonça, em vez de Aras.

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