Caso Proconsult: o que aconteceu na eleição do Rio em 1982

Empresa contratada para totalizar votos em papel na disputa para governador do estado foi acusada de tentar manipular resultado a favor do candidato ligado aos militares

    O Brasil realizou em novembro de 1982 as primeiras eleições diretas para escolher governadores, já nos estertores da ditadura militar. O bipartidarismo entre a Arena – que dava sustentação à ditadura – e o MDB – única oposição autorizada — havia sido abolido.

    No Rio de Janeiro, a disputa seria acirrada. E o estado tomou uma decisão heterodoxa: não usaria a Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados), uma empresa pública, para totalizar os votos, que naquela época eram dados em cédulas de papel. O Tribunal Regional Eleitoral fluminense preferiu contratar uma empresa privada, a Proconsult, ligada a integrantes do regime dos generais. Durante a apuração, vieram as denúncias de tentativa de manipulação.

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