O efeito dos ataques de Bolsonaro a jornalistas mulheres em 3 relatos

Ao ‘Nexo’, profissionais falam sobre o caso de Patrícia Campos Mello, insultada pelo presidente em 2020, e como as frequentes investidas bolsonaristas a repórteres atingem o jornalismo como um todo 

    O Tribunal de Justiça de São Paulo decidiu nesta quarta-feira (29) que Jair Bolsonaro deve indenizar a repórter Patrícia Campos Mello, do jornal Folha de S.Paulo, pelo presidente ter insinuado, de forma mentirosa, que ela ofereceu relações sexuais em troca de informações para uma reportagem. Bolsonaro terá que pagar R$ 35 mil reais à jornalista, já que o tribunal aumentou o valor da indenização determinado em primeira instância, que havia sido de R$ 20 mil.

    O episódio, em fevereiro de 2020, alimentou uma onda de ataques à profissional. O insulto do presidente, que se valeu da ambiguidade para dizer que a jornalista “queria dar o furo”, foi feito a apoiadores após as reportagens de Campos Mello voltarem à tona com a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) das Fake News no Congresso. Em 2018, a repórter revelou como um esquema de financiamento ilegal de disparos em massa no WhatsApp turbinou a campanha de Bolsonaro à Presidência naquele ano por meio da disseminação de notícias falsas.

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