A suspeita de interferência de Bolsonaro no caso do MEC

Juiz remete processo ao Supremo após denúncias. Procuradoria aponta que presidente pode ter vazado investigação para Milton Ribeiro, enquanto delegado da PF fala que ex-ministro recebeu tratamento diferenciado

    O juiz Renato Borelli, da 15ª Vara Federal do Distrito Federal, remeteu nesta sexta-feira (24) ao Supremo Tribunal Federal os autos da investigação que apura suspeitas de corrupção envolvendo verbas públicas do Ministério da Educação.

    A decisão foi tomada após o Ministério Público Federal apontar uma possível interferência do presidente Jair Bolsonaro na Operação Acesso Pago, que resultou na prisão preventiva do ex-ministro Milton Ribeiro e de outras quatro pessoas dois dias antes. Na quinta-feira (23), o desembargador Ney Bello, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, revogou as prisões. O magistrado tem histórico de decisões a favor do governo e está na lista de possíveis indicados por Bolsonaro ao Superior Tribunal de Justiça.

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