O silêncio empresarial diante das ameaças de Bolsonaro em 2022

Industriais e banqueiros assinaram manifesto e divulgaram nota em 2021, no momento mais agudo de ataques ao Supremo. Analistas avaliam a falta de reação às investidas contra o sistema eleitoral

    Ao comentar os ataques do presidente Jair Bolsonaro ao sistema eleitoral num texto publicado pelo Nexo na segunda-feira (9), Daniela Campello, professora de ciência política da FGV Rio de Janeiro e pesquisadora do Wilson Center, em Washington, disse o seguinte: “O silêncio do empresariado, sobretudo, é muito preocupante. Porque se fosse uma tradição não se envolver em política, tudo bem. Mas sabemos que isso não é verdade.”

    A cientista política chamava atenção para a diferença de envolvimento do setor em dois momentos agudos da política nacional: o impeachment contra a então presidente Dilma Rousseff por manobras fiscais, em 2016, quando a Operação Lava Jato avançava sobre a classe política e a economia estava em recessão, e as ameaças de ruptura democrática feitas pelo atual presidente Jair Bolsonaro, em 2022, quando vai disputar a reeleição num momento também de crise econômica.

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