De drinks a festivais: a represália à cultura russa pelo mundo

Nomes de bebidas, artistas e obras do país comandado por Vladimir Putin passam por boicote em escala global. Movimento repete decisões do passado

    Quem entrar no bar Caddies, no norte de Washington, capital dos EUA, e pedir um “Moscow Mule” (Mula de Moscou) – drink feito de vodca, gengibre e suco de limão – receberá uma negativa. Ao menos ali, a bebida agora é conhecida como “Kiev Mule” (Mula de Kiev), uma mudança simbólica para sinalizar que os proprietários são opositores da invasão da Ucrânia pela Rússia. Ao mesmo tempo, o drink “White Russian” (Russo branco) – vodca, licor de café e creme de leite – virou o “White Ukrainian” (Ucraniano branco). Nenhum deles foi criado na Rússia, e levou o nome apenas por conter vodka.

    A tendência é global e não se limita aos drinks: símbolos culturais russos – ou que remetem à Rússia – estão sendo ostracizados diante da guerra iniciada em 24 de fevereiro com a invasão da Ucrânia pelo governo de Vladimir Putin. O movimento já foi chamado de “boicote legítimo” e de “cancelamento, um novo Macarthismo” – em referência ao senador americano Joseph McCarthy, que na década de 1950 perseguiu aqueles que considerava “comunistas soviéticos”.

    PARA CONTINUAR LENDO,
    TORNE-SE UM ASSINANTE

    Tenha acesso ilimitado e apoie o jornalismo independente de qualidade

    VOCÊ PODE CANCELAR QUANDO QUISER
    SEM DIFICULDADES

    Já é assinante, entre aqui

    Todos os conteúdos publicados no Nexo têm assinatura de seus autores. Para saber mais sobre eles e o processo de edição dos conteúdos do jornal, consulte as páginas Nossa equipe e Padrões editoriais. Percebeu um erro no conteúdo? Entre em contato. O Nexo faz parte do Trust Project.