Rússia e Ucrânia: como a guerra é vista politicamente no Brasil

De críticas à Otan para justificar a invasão russa ao discurso radical de ‘ucranização’ nacional, guerra no Leste Europeu repercute no país, que tem eleições marcadas para outubro

    Arthur do Val, deputado estadual paulista pelo Podemos e conhecido como “Mamãe Falei”, e Renan Santos , o coordenador do MBL (Movimento Brasil Livre), anunciaram na segunda-feira (28) que iriam atravessar a Eslováquia rumo à Ucrânia para cobrir o conflito para mostrar “outra narrativa”. Eles criticam a posição do presidente Jair Bolsonaro em relação à guerra e dizem que bolsonaristas estão tentando “justificar” a invasão russa à Ucrânia.

    Embora o Brasil tenha se posicionado contra o ataque russo na Assembleia-Geral das Nações Unidas, Bolsonaro vem dizendo que o país continuará neutro no conflito. O descompasso entre a posição oficial e as declarações do presidente também indica interpretações confusas em relação às disputas político-ideológicas da guerra, entre os alinhamentos à direita ou à esquerda de Rússia e Ucrânia. O presidente russo, Vladimir Putin, por exemplo, é aplaudido por alas da extrema direita mundial e, ao mesmo tempo, foi defendido por vozes de esquerda.

    PARA CONTINUAR LENDO,
    TORNE-SE UM ASSINANTE

    Tenha acesso ilimitado e apoie o jornalismo independente de qualidade

    VOCÊ PODE CANCELAR QUANDO QUISER
    SEM DIFICULDADES

    Já é assinante, entre aqui

    Todos os conteúdos publicados no Nexo têm assinatura de seus autores. Para saber mais sobre eles e o processo de edição dos conteúdos do jornal, consulte as páginas Nossa equipe e Padrões editoriais. Percebeu um erro no conteúdo? Entre em contato. O Nexo faz parte do Trust Project.