Com novas caras, como fica o perfil do Supremo brasileiro

Professores de direito constitucional falam ao ‘Nexo’ sobre os impactos que André Mendonça e Kassio Nunes, indicados de Bolsonaro, podem causar nos rumos da mais alta corte do país

    Escolhido pelo presidente Jair Bolsonaro com o apoio de pastores evangélicos, André Mendonça, ex-ministro do governo, vai tomar posse no Supremo Tribunal Federal no dia 16 de dezembro. Segundo ele próprio, que é pastor presbiteriano, se trata de um “salto para os evangélicos”. Para Bolsonaro, que já indicou também o ministro Kassio Nunes Marques para uma vaga no tribunal, a mais alta corte do país está “20%” do jeito que ele gostaria.

    Os indicados de Bolsonaro sucedem os ministros Celso de Mello, que se aposentou em outubro de 2020, e Marco Aurélio Mello, cuja aposentadoria aconteceu em julho de 2021. Indicados, respectivamente, pelos então presidentes José Sarney e Fernando Collor de Mello, ambos ficaram três décadas no tribunal e deixaram suas cadeiras num momento em que a mais alta corte do país estava sob ataque direto do presidente, algo inédito desde a redemocratização.

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