A encruzilhada de Lula ao falar de Nicarágua, Cuba e Venezuela

É possível condenar atitudes antidemocráticas em governos com alinhamento ideológico sem ferir a autodeterminação de uma nação? O ‘Nexo’ ouviu especialistas sobre o tema que ronda a campanha petista

A menos de um ano das eleições presidenciais de 2022 no Brasil, que prometem ter o tema da democracia como uma das principais pautas por causa das atitudes autoritárias do atual mandatário e postulante à reeleição, Jair Bolsonaro, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu partido, o PT, favoritos da disputa, têm sido confrontados, pela direita e por parte da esquerda também, em razão de sua posição sobre países como Nicarágua, Cuba e Venezuela. Uma posição que minimiza ou mesmo nega o autoritarismo desses governos.

Em comum, Nicarágua, Cuba e Venezuela têm a simpatia petista por estarem alinhadas à esquerda. A polêmica mais recente se dá em torno da política nicaraguense. Após a vitória de Daniel Ortega para um quarto mandato consecutivo à frente do país da América Central, um comunicado do PT saudou o resultado em seu site oficial. Entre outros fatores, a vitória de Ortega é tida como ilegítima por organizações internacionais porque sete opositores foram presos antes da eleição. O texto do partido foi apagado do site dois dias depois de publicado.

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