O que Bolsonaro viola ao dizer que Enem terá ‘a cara do governo’

Em meio a crise no Inep e suspeitas de censura, presidente comemora prova sem ‘questões absurdas do passado’. Especialistas em direito e políticas públicas dizem quais os problemas de uma possível interferência no conteúdo do exame

    O presidente Jair Bolsonaro disse na segunda-feira (15) a jornalistas que a prova do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), a maior porta de entrada para o ensino superior no país, “começa a ter a cara do governo” e não vai mais apresentar “questões absurdas do passado”.

    A declaração agrava as dúvidas sobre a credibilidade do exame que surgiram depois que 37 servidores do órgão responsável pela prova, o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), pediram demissão de suas funções comissionadas, alegando, entre outros pontos, tentativas de censura a conteúdos de questões e intimidação contra a área técnica.

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