Por que a ‘geringonça’ do governo português pode acabar

Coligação informal de esquerda naufraga após seis anos de estabilidade, e pode levar o país europeu a antecipar eleições 

    O Parlamento português rejeitou por maioria na quarta-feira (27) o orçamento proposto pelo primeiro-ministro António Costa, do Partido Socialista, para 2022. O revés mostra que Costa já não conta com a maioria necessária para seguir governando, o que deve levar à dissolução tanto do governo dele quanto da atual legislatura da Assembleia da República, com a convocação de uma eleição nacional antecipada no começo de 2022.

    O impasse marca o fim – ou pelo menos uma interrupção – do funcionamento da “geringonça”, que é o apelido dado à coligação informal que vinha sustentando o mandato de Costa no Parlamento desde que ele tomou posse, em novembro de 2015. Portugal é um dos poucos países da Europa, excluindo os escandinavos, nos quais a esquerda governa, com bom respaldo popular. Agora, essa permanência se tornou incerta.

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