O que o caso da Zara revela sobre o racismo e seu enfrentamento 

Investigação da Polícia Civil do Ceará aberta depois de discriminação contra delegada revelou que funcionários da loja usavam código para anunciar em alto-falantes a entrada de pessoas negras

    “Zara zerou”. Segundo ex-funcionários da loja de roupas Zara do Shopping Iguatemi, em Fortaleza, era esse o código anunciado nos alto-falantes quando entravam no estabelecimento pessoas com estereótipos fora do padrão de clientes da marca, o que geralmente ocorria com pessoas negras ou com pessoas que vestissem “roupas simples”. Era uma forma de alertar os funcionários da loja para fiscalizarem essas pessoas, eles disseram.

    As informações do caso foram reveladas na terça-feira (19) pela Polícia Civil do Ceará, que passou a investigar a Zara desde que Ana Paula Barroso, uma mulher negra, foi proibida de entrar na loja no dia 14 de setembro. Delegada, ela registrou um boletim de ocorrência por racismo. O inquérito policial foi enviado à Justiça. Uma denúncia contra os envolvidos no episódio dependerá do Ministério Público cearense. A Zara nega ter políticas corporativas racistas.

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