Como a trajetória do Auxílio Brasil expõe imperícias de gestão

Benefício de R$ 400 é anunciado, mas fonte de financiamento não é definida. Especialistas em políticas públicas criticam falta de planejamento e ausência de articulação do governo de Jair Bolsonaro

    O governo anunciou na quarta-feira (20) que o Auxílio Brasil terá parcelas médias de R$ 400, mas ainda não definiu a fonte dos recursos que serão usados no programa. O anúncio veio um dia após o mercado reagir mal à notícia de que o presidente Jair Bolsonaro quer bancar parte do benefício por fora do teto de gastos – regra que limita as despesas da União a um nível pré-determinado. Após o anúncio, o ministro da Economia, Paulo Guedes, falou da necessidade de uma licença para gastar fora do teto de gastos.

    As negociações para criar um programa que substitua o Bolsa Família e suceda o auxílio emergencial adotado na pandemia de covid-19 duram desde ao menos junho de 2020. São 16 meses desde o primeiro anúncio, sem que a política tenha saído do papel. Bolsonaro aposta na ampliação de benefícios sociais para se reeleger em 2022.

    PARA CONTINUAR LENDO,
    TORNE-SE UM ASSINANTE

    Tenha acesso ilimitado e apoie o jornalismo independente de qualidade

    VOCÊ PODE CANCELAR QUANDO QUISER
    SEM DIFICULDADES

    Já é assinante, entre aqui

    Todos os conteúdos publicados no Nexo têm assinatura de seus autores. Para saber mais sobre eles e o processo de edição dos conteúdos do jornal, consulte as páginas Nossa equipe e Padrões editoriais. Percebeu um erro no conteúdo? Entre em contato. O Nexo faz parte do Trust Project.