O espaço da transfobia em alas progressistas do Reino Unido

Debate em torno dos direitos de pessoas trans causa divisões em grupos britânicos, incluindo as feministas

    O jornal britânico The Guardian foi acusado de censurar uma entrevista com a filósofa americana Judith Butler, referência em estudos de gênero e teoria queer. Publicado no site do jornal na terça-feira (7), o texto foi editado de forma a omitir um trecho em que Butler criticava feministas radicais transexcludentes (“terfs”, na sigla em inglês), aquelas que se opõem à participação de mulheres transgênero no movimento feminista.

    A pesquisadora de história queer Jules Joanne Gleeson, autora da entrevista, reprovou a decisão do jornal. Em uma nota divulgada nas redes sociais, Gleeson disse que uma de suas perguntas “atraiu reclamações”, e que ela havia sugerido alterações no trecho antes de o jornal optar por excluí-lo. O Guardian negou qualquer tentativa de censura. Um esclarecimento adicionado na quinta-feira (9) ao pé da entrevista afirma que a pergunta foi apagada porque fazia menção a um caso em andamento no noticiário e poderia enganar os leitores com informações desatualizadas.

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