Como a Hungria de Orbán bifurca o catolicismo europeu

Enclave da extrema direita na Europa recebe visita de papa Francisco, em embate que opõe visões conflitantes sobre política e religião

    O papa Francisco participou no domingo (12), em Budapeste, de um encontro de 40 minutos de duração com o primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán. Frente à frente, estavam duas vertentes do catolicismo: a reformista, relativamente progressista e carismática, que Francisco representa; e a face do catolicismo nacionalista e conservador, encarnado pelo governo de extrema direita de Orbán.

    Enquanto Francisco advogou pelo acolhimento às diferenças, especialmente nos temas de gênero e imigração, Orbán fez campanha pela própria recondução a um novo mandato nas eleições parlamentares húngaras de abril de 2022, numa ação marcada pela promoção de uma agenda nacionalista, católica e conservadora, que apela para a necessidade de recuperar o que seria uma identidade europeia – branca e católica – contra a ameaça dos negros, gays e muçulmanos.

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