Quais os riscos de conviver com ameaças à democracia até 2022

Bolsonaro agora investe contra o Supremo falando em impeachment de ministros do tribunal. Discurso deve continuar até a campanha eleitoral, segundo cientistas políticos ouvidos pelo ‘Nexo’

    Na sequência da rejeição do voto impresso na terça-feira (10), Jair Bolsonaro voltou a atacar o sistema eleitoral, repetindo a tática de falar em “fraudes” sem apresentar provas. Depois, prometeu “diminuir a pressão” em relação ao tema. Já no sábado (14), o presidente disse que vai pedir ao Senado abertura de processos contra ministros do Supremo Tribunal Federal Luís Roberto Barroso, que comanda o Tribunal Superior Eleitoral, e Alexandre de Moraes, relator de inquéritos que emparedam o Palácio do Planalto.

    As possibilidades de frear o discurso e as atitudes de Bolsonaro ainda são incertas. O impeachment presidencial se mostra inviável diante da base capitaneada pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). No Supremo, o presidente foi incluído no inquérito criminal das fake news e num desdobramento desta frente, mas a iniciativa de processá-lo é de Augusto Aras, procurador-geral que atua de forma alinhada ao Planalto - além disso, um eventual processo teria de ser também chancelado pelos deputados. Enquanto as frentes criminais caminham sem perspectiva de resultado, resta o inquérito do Tribunal Superior Eleitoral, que em última instância pode tornar Bolsonaro inelegível.

    PARA CONTINUAR LENDO,
    TORNE-SE UM ASSINANTE

    Tenha acesso ilimitado e apoie o jornalismo independente de qualidade

    VOCÊ PODE CANCELAR QUANDO QUISER
    SEM DIFICULDADES

    Já é assinante, entre aqui

    Todos os conteúdos publicados no Nexo têm assinatura de seus autores. Para saber mais sobre eles e o processo de edição dos conteúdos do jornal, consulte as páginas Nossa equipe e Padrões editoriais. Percebeu um erro no conteúdo? Entre em contato. O Nexo faz parte do Trust Project.